Vi a mulher, vi a menina.
Parti sem deixá-las pra trás.
Sorrindo, as três chorando feridas.
Andamos, mãos dadas, sonhamos demais.
Chegamos pra toda gente.
Olá, fora de nós!
Roubamos a cena, perdemos o rumo.
Perfeito virou ausente,
E assim, nos vimos sós.
Mulher envelheceu depressa,
Menina logo se perdeu.
Nessa confusão, longe da festa,
Vi que menina e mulher eram eu.
Parti sem deixá-las pra trás.
Sorrindo, as três chorando feridas.
Andamos, mãos dadas, sonhamos demais.
Chegamos pra toda gente.
Olá, fora de nós!
Roubamos a cena, perdemos o rumo.
Perfeito virou ausente,
E assim, nos vimos sós.
Mulher envelheceu depressa,
Menina logo se perdeu.
Nessa confusão, longe da festa,
Vi que menina e mulher eram eu.
Aline Sampin
...
"Chega um dia em que a Menina-Mulher come uma espécie de "fruto proibido" e abre os olhos. E nesse abrir de olhos ela vê que não se tem mais tempo pra perder, e em busca de recuperá-lo ela se vai como se nada tivesse acontecido em seu tempo de imaturidade. Ella se vai ao menos se despedir, pois despedidas dolorosas irão fazê-la verter lágrimas que não mais são necessárias, e indignas de rolar no rosto de uma Menina-Mulher!"

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